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domingo, 25 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
domingo, 14 de junho de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Cattleya walkeriana tipo ‘Guaxupé’
Cattleya walkeriana tipo ‘Guaxupé’
Esta é uma walkeriana clássica e famosa matriz. Dois dos seus cruzamentos mais conhecidos são: (‘Sebastiana’ x ‘Guaxupé) e (‘Dark Paulo’ x ‘Guaxupé’), ambos da Biorchids. A flor além de possuir boa forma, tem substância pesada, textura cintilante e é enorme. Este é o resultado de um cruzamento entre uma alba e uma albescens, a Cattleya walkeriana alba ‘Orchidglade’ e a Cattleya walkeriana albescens ‘Matão’. A grossa coluna e amplo labelo devem ser herança da alba ‘Orchidglade’ que deve ter lá atrás nos seus ascendentes alguma coisinha mínima de Cattleya loddigesii, quem sabe... Não me atirem pedras por favor, mas essas americanas... Seja como for ela é uma walkeriana fantástica e que possui duas irmãs famosas, a semi-alba ‘Guile-Guile’, que eu já mostrei aqui na lista e a tipo ‘Carla’, que possui uma cor ligeiramente rosada e é um dos meus sonhos de consumo. Todas as descendentes da alba ‘Orchidglade’ tem o problema de abortar botão caso na época do amadurecimento deste haja uma mudança brusca no clima ou na temperatura. A ‘Guaxupé’ não é exceção e esta é uma das raras floradas que tive dela. A flor ainda pode melhorar muito e para mostrar isso envio aqui uma foto do site do Antonio Sano com flor desta mesma planta. O cultivo dele provavelmente é melhor que o meu. As Cattleya walkeriana são muito fotogênicas e às vezes uma flor com lindas pétalas redondas e grandes, pode enganar quem faz uma compra por foto. Ao vivo a flor pode ser pequena ou ter pouca substância ou até não possuir brilho algum. Recomendo a quem não quer comprar seedlings, que visite sempre as exposições pois só ao vivo é que se pode avaliar a beleza de uma flor de C. walkeriana. Nem sempre a largura da pétala é o que há de mais belo. Às vezes uma boa armação e um brilho cintilante tornam uma flor estrelada em uma beleza cativante, vejam por exemplo a tão procurada semi-alba ‘Puanani’. A Cattleya walkeriana ‘Guaxupé’ é rara de se ver na Internet, o que ressalta a importância didática destas fotos. Foto e texto: Carlos Keller
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Cattleya walkeriana coerulea ‘Dona Wilma’
Com o atual preço das walkerianas coeruleas redondas chegando em média a mil galinhas por bulbo, eu prefiro por enquanto ficar mesmo é com as históricas। No futuro quem sabe a Cattleya walkeriana de boa forma será na região central do país, o que a Cattleya intermedia está sendo acessível ao grande público. Esta é uma das primeiras C. walkeriana Cattleya walkeriana coerulea em um despenhadeiro de difícil acesso, numa região não especificada dos arredores de Itajubá, MG. Ao que parece, a verdade verdadeira é que o Barão de fato esteve no local, mas lá só encontrou plantas tipo.
A touceira de C. walkeriana coerulea já tinha sido descoberta antes pelo amigo do Barão residente em Itajubá, Dr. Celso Junqueira, de quem o Barão comprou alguns cortes dela. O Dr. Junqueira também vendeu um corte da planta em questão ao orquidófilo de Belo Horizonte, Sr. Mário Miranda, o qual por sua vez vendeu posteriormente um corte da sua a um orquidófilo paulista de nome Dick. Esse Sr. Dick colocou o seu próprio nome na sua divisão, a qual foi parar nas mãos dos Wenzel. O Barão de Guillany por sua vez vendeu uma divisão da planta que comprou do Dr. Junqueira, a qual nomeou de ‘Guillany’ (a mesma origem da ‘Dick’ portanto), para o Dr. Brieger, professor da ESALQ, o qual a depositou na coleção da faculdade com o nome clonal de ‘ESALQ’. coerulea a aparecer em cultivo e a boa forma e o forte azul escuro das suas flores, chamou a atenção ao cruzamento nº 427 dos Wenzel, fazendo com que os seedlings dessa sementeira logo se esgotassem. O cruzamento 427 é o resultado da cruza do cultivar caeruleo ‘Dick’, que era de propriedade dos Wenzel, com o cultivar caeruleo ‘ESALQ’, ou ‘Guillany’, que era de propriedade da Escola Superior de Agronomia Luiz de Queirós, de Piracicaba. A polinização foi feita em abril de 1973 e a semeadura se deu em abril de 1974. Mais tarde soube-se que ambos vieram da mesma touceira e eram, portanto, originários da mesma planta. Isso torna o cruzamento um self, ou no caso das matrizes terem sido provenientes de duas plantas irmãs crescendo enredadas entre si, o cruzamento seria um sibling. A história dessas duas matrizes ainda precisa ser melhor esclarecida e eu tenho aqui comigo uma lista de perguntas que se possível gostaria de fazer ao Sr. Evaldo Wenzel ou ao seu filho César, por ocasião de uma visita ao orquidário deles em Rio Claro. Aí sim poderei escrever a história completa. A confusão toda se deu por causa de um artigo de grande repercussão escrito pelo orquidófilo de São Paulo, Barão Anton de Guillany, que de uma maneira meio fantasiosa descreveu a descoberta feita por ele em maio de 1967 de uma touceira de
Segue esquema abaixo:
Barão de Guillany—Dr. Brieger---ESALQ
Natureza – Dr. Junqueira - cruzamento 427
---Mário Miranda------------Dick-----------------
Essa parece ser a melhor explicação para a origem das matrizes do cruzamento 427। Com o início das primeiras florações dos seedlings, abriu este cultivar da foto, o qual foi nomeado ‘Dona Wilma’ ou ‘Dona Vilma’ (mais uma coisa a se esclarecer), nome dado em homenagem à esposa do orquidófilo Alfredo Carona, de São Carlos, SP। A beleza dessa flor provocou uma corrida dos orquidófilos para adquirir os seedlings restantes, os quais se espalharam e começaram a florir nas mãos de terceiros. Um que comprou cerca de 40 seedlings, foi um orquidófilo de Matão, SP, conhecido como Eduardinho. Nas suas mãos floriram muitos exemplares excelentes para a época, inclusive o melhor de todos, que foi batizado com o nome da sua filha, Gilda Maria. A ‘Gilda Maria’ teve uma divisão sua adquirida por um orquidófilo da cidade de Taquaritinga, SP, de nome Malaquias, o qual por sua vez a vendeu ao Iwashita de Cotia, o qual a rebatizou de ‘Edward’ numa alusão ao Eduardinho e a enviou ao Japão, onde ela foi meristemada. Mas isso é uma outra estória que contarei quando estiver com fotos da ‘Gilda Maria’. Irmãs famosas da ‘Dona Wilma’, além da ‘Gilda Maria’, podemos citar a ‘Piracanjuba’, que foi o primeiro seedling da sementeira a florir; a ‘Aniel Carrier’, que possuía um belo labelo e era de propriedade do conhecido orquidófilo de Rio Claro; a ‘Taubaté’, que foi levada pelo orquidófilo Okada para o Japão; a ‘Dona Yolanda Pizarro’, batizada em nome da esposa do orquidófilo de Pirassununga, SP, Sr. João Pizarro e outras como a ‘Ronaldo Nazar’, ‘Alberto Wenzel’, ‘Carmem’, ‘Rosita’, ‘Blue Princess’, ‘Orvalho’, ‘Wenzel’s Son’ e ‘Blue Boy’. Ao que parece, alguns descendentes do cruzamento 427 possuem a sépala dorsal ligeiramente voltada para trás, característica mencionada pelo Barão no seu artigo como existente nas flores da touceira original. Já a característica das sépalas inferiores se erguerem para os lados é originária da Cattleya walkeriana coerulea ‘Patrícia’, planta também encontrada na natureza, mas que nada tem a ver com a touceira que originou a ‘Dona Wilma’.
Por Carlos keller
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